Pai é condenado a 44 anos de prisão pela morte do filho de 9 anos.

Janeiro 16, 2026 - 19:14
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Pai é condenado a 44 anos de prisão pela morte do filho de 9 anos.
Reprodução / METRÓPOLES

Douglas Campos Alves Moreira foi condenado pela Justiça do Distrito Federal a 44 anos e nove meses de prisão pela morte do próprio filho, Ryan Douglas Cardoso, de 9 anos. A criança morreu durante um tiroteio iniciado pelo pai no dia 11 de maio de 2024, na Quadra 502 do condomínio Pôr do Sol, em Ceilândia (DF).

A condenação foi definida pelo Tribunal do Júri de Ceilândia, que considerou Douglas culpado pelos crimes de homicídio qualificado do filho, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. A Justiça também vetou qualquer possibilidade de o réu responder ao processo em liberdade.

Segundo a sentença, os jurados entenderam, por maioria, que Douglas causou a morte do filho por omissão penalmente relevante, ao deixar a criança “à própria sorte em meio a um tiroteio que o acusado iniciou e no qual insistiu”. O fato de a vítima ser uma criança foi determinante para a caracterização da gravidade do crime.

A pena foi aumentada em razão da tentativa de homicídio por motivo fútil e dos maus antecedentes do condenado.

Dinâmica do crime

De acordo com as investigações, Douglas saiu de casa levando Ryan e outra filha, de apenas 3 anos, dentro do carro. Ele teria ido, acompanhado de um amigo identificado como João Vítor, cobrar uma dívida relacionada ao tráfico de drogas em um bar da região.

No local, o homem teria se desentendido com um morador após chegar em alta velocidade, “cantando pneu”. O confronto evoluiu para uma troca de tiros. Durante o tiroteio, Ryan saiu do veículo e acabou sendo atingido por disparos na boca e na clavícula, morrendo ainda no local. Outras duas pessoas também foram baleadas.

Por volta das 20h, equipes do Grupo Tático Operacional (GTOP28), do 8º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), foram acionadas após denúncias de disparos de arma de fogo na região. Os feridos foram socorridos e encaminhados ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC).

Conforme a PMDF, Douglas possuía três mandados de prisão em aberto à época do crime.

Denúncia

Na denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), foi apontado que Douglas iniciou o tiroteio contra um desafeto, que também estava armado e reagiu aos disparos.

“O denunciado, com dolo homicida, ao menos assumindo o risco de causar o resultado morte, iniciou e insistiu em um tiroteio, tudo isso na companhia de seu filho Ryan Douglas Cardoso Campos Moreira, de 9 anos, que veio a ser atingido por disparos de arma de fogo, causando-lhe lesões que foram a causa eficiente de sua morte”, destacou o MPDFT.

Da decisão ainda cabe recurso, mas o réu permanecerá preso até o esgotamento de todas as instâncias.