Padrasto confessa ter estuprado e matado enteada de 14 anos; criminoso já havia estuprado a própria mãe
Um crime de extrema brutalidade chocou o Distrito Federal no último domingo (18/1). Marlon Carvalhedo da Rocha, de 28 anos, foi preso após confessar ter estuprado e matado por enforcamento a enteada, Ester Silva, de apenas 14 anos. O crime ocorreu no condomínio Total Ville 3, em Planaltina.
Suspeita de Premeditação
De acordo com o depoimento da mãe da vítima, há fortes indícios de que o crime foi planejado. Ela relatou à polícia que, durante o jantar na noite anterior, toda a família tomou um suco, mas apenas ela e as filhas ficaram "absurdamente sonolentas".
Durante a madrugada, Marlon teria saído do quarto onde dormia com a companheira e ido até o cômodo onde Ester e a irmã menor estavam. Ele ordenou que a criança saísse do quarto e fosse dormir com a mãe. Ao acordar e notar a presença da filha caçula em sua cama, a mãe foi até o outro quarto, onde encontrou Ester já sem vida, com marcas de violência no rosto e no pescoço.
Confissão e Arrependimento
Após ser capturado em uma área de mata fechada — para onde fugiu logo após o crime —, Marlon confessou o estupro e o assassinato à Polícia Civil. Questionado pelo delegado se estava arrependido, o criminoso respondeu secamente: “Demais!”.
Ficha Criminal Extensa e Reincidência
O histórico de Marlon revela uma trajetória de crimes sexuais e violência. O suspeito estava em liberdade apesar de possuir passagens gravíssimas:
-
Estupro contra a própria mãe: Em dezembro de 2023, Marlon foi acusado de estuprar a mãe enquanto estava em saída temporária de Natal. Ele foi contido pelo pai e pelo irmão na ocasião.
-
Abuso de criança de 11 anos: Em 2019, ele foi acusado de levar uma menina de 11 anos à força para uma cachoeira durante um almoço de família, onde cometeu o abuso sob ameaça de morte.
-
Crime Recente: Apenas cinco dias antes de matar a enteada, Marlon havia roubado um carro e fugido da Polícia Militar.
Perfil da Vítima: Ester Silva era estudante do ensino fundamental e residia com a mãe e a irmã. O caso gerou revolta na comunidade local pela brutalidade e pelo fato de um criminoso com tal histórico estar em convívio social.
A Polícia Civil do Distrito Federal segue com as investigações para concluir o inquérito, e Marlon deve responder por estupro de vulnerável e feminicídio qualificado.