"Sargento vira réu após desviar viatura para encontro com travesti em motel
A Justiça Militar aceitou denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra um 1º Sargento da Polícia Militar do DF. O militar agora é réu por abandonar o posto de trabalho e utilizar uma viatura oficial da corporação para um encontro em um motel na região de Taguatinga.
O "Pretexto da Água" e o Desvio
O caso ocorreu em 2 de setembro de 2024. Segundo o Inquérito Policial Militar (IPM), o sargento estava escalado no 28º Batalhão (Riacho Fundo) na função de auxiliar de garagem.
Durante uma missão externa para levar veículos oficiais a oficinas, o denunciado afirmou a um colega que se ausentaria rapidamente para "comprar um galão de água". No entanto, ele percorreu cerca de 5 km com a viatura (prefixo 4232) até um motel localizado na CSG 10.
Flagrante nas Redes Sociais
A conduta foi exposta pela própria acompanhante, identificada como Pâmela Martins. Em vídeos publicados em suas redes sociais, ela registrou a chegada da viatura caracterizada na garagem privativa da suíte 3.
“Vem amor, quarto três!”, diz a mulher na gravação, enquanto ironiza que seu "público é diferenciado". As imagens foram fundamentais para a formalização da denúncia pela Promotoria de Justiça Militar.
As Acusações
A denúncia aceita pela Justiça divide-se em dois crimes previstos no Código Penal Militar:
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Abandono de posto: Afastar-se sem autorização do local de serviço escalado.
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Peculato-desvio: Uso do bem público (viatura e combustível) para proveito próprio e fins alheios ao serviço (libidinosos).
Consequências
Com a aceitação da denúncia, o militar responderá ao processo judicial. Caso seja condenado, as punições podem variar desde a detenção até a exclusão definitiva dos quadros da PMDF, além das sanções administrativas internas que já estão em curso.