Mulher é presa após tentar comprar recém-nascido em hospital

março 18, 2026 - 09:58
 0
Mulher é presa após tentar comprar recém-nascido em hospital
Imagem ilustrativa

O Hospital da Mulher do Agreste (HMA), em Caruaru, tornou-se palco de uma investigação policial na noite deste sábado (14). Uma mulher de 38 anos foi presa em flagrante após tentar adotar, de forma ilegal e mediante comercialização, um recém-nascido dentro das dependências da unidade de saúde.

A trama começou a desmoronar após uma denúncia anônima chegar ao Conselho Tutelar, que prontamente alertou a gestão do hospital. Segundo a unidade, a suspeita não tinha qualquer vínculo legítimo com a criança e utilizava uma estratégia de infiltração para concretizar o crime.

A Estratégia da "Falsa Acompanhante"

Para circular livremente pelo hospital e manter contato com a mãe biológica e o bebê, a mulher se passava por acompanhante. De acordo com as investigações preliminares, ela estaria envolvida diretamente na negociação financeira pelo recém-nascido, o que caracteriza tráfico de pessoas e adoção irregular (conhecida popularmente como "adoção à brasileira").

“Assim que a gestão do hospital foi alertada, os protocolos de segurança foram imediatamente ativados e a Polícia Militar foi chamada ao local”, informou o Hospital da Mulher em nota oficial.

Consequências Jurídicas

A suspeita foi conduzida à delegacia e autuada em flagrante. Embora o foco da investigação seja a comercialização da criança, ela foi inicialmente presa por falsidade ideológica, devido à identidade enganosa utilizada no hospital.

A Polícia Civil de Pernambuco informou que:

  • Um inquérito policial foi instaurado para apurar se há outros envolvidos (incluindo a mãe biológica);

  • As diligências seguem para esclarecer se houve pagamento de valores;

  • O caso está sob a responsabilidade da 90ª Delegacia de Polícia de Caruaru.

Segurança Reforçada

O episódio acendeu um alerta sobre o monitoramento de acompanhantes em maternidades públicas. O bebê permanece sob os cuidados do hospital e acompanhamento rigoroso do Conselho Tutelar e do Juizado da Infância e Juventude, que decidirão o destino da criança seguindo o Cadastro Nacional de Adoção.