Médico que matou 2 colegas em restaurante é denunciado pelo MPSP

Janeiro 28, 2026 - 13:23
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Médico que matou 2 colegas em restaurante é denunciado pelo MPSP
Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) formalizou a denúncia contra o médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, acusado de matar a tiros dois colegas de profissão em Barueri, na região metropolitana da capital paulista. O crime ocorreu após uma discussão em um restaurante, e o suspeito foi preso em flagrante no dia 18 de janeiro.

Na denúncia apresentada na última segunda-feira (26/1), o promotor de Justiça Vitor Petri solicitou a manutenção da prisão preventiva do acusado. Segundo o MPSP, os homicídios foram cometidos por motivo fútil, com o uso de arma de fogo de uso restrito, além de terem impossibilitado qualquer chance de defesa das vítimas.

As vítimas foram identificadas como Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35. Ambos eram médicos e conheciam o autor dos disparos.

Relembre o caso

Câmeras de segurança do restaurante registraram o início da confusão. Nas imagens, Carlos Alberto chega ao local, cumprimenta as vítimas com apertos de mão e inicia uma discussão. Em determinado momento, ele dá um tapa em uma das vítimas, que estava sentada. Em seguida, a outra vítima reage com diversos socos.

Outra gravação, feita do lado de fora do estabelecimento, mostra Luís Roberto e Vinicius caminhando pelo estacionamento quando Carlos Alberto aparece por trás e passa a atirar contra os dois, que não tiveram chance de se defender.

Briga por licitação

A Polícia Civil investiga se o crime teve como motivação uma disputa por contratos de licitação na área da saúde. De acordo com o delegado Andreas Schiffmann, responsável pelas investigações, Carlos Alberto e Luís Roberto eram donos de empresas concorrentes de gestão hospitalar.

“Eles disputavam esses contratos”, afirmou o delegado.

Vinicius dos Santos Oliveira, a segunda vítima, seria funcionário de Luís Roberto e estava com ele no restaurante no momento da chegada do autor do crime. Ele também foi atingido pelos disparos e morreu no local.

Segundo o próprio acusado, a discussão ocorreu porque a vítima alegava que Carlos Alberto estaria atrapalhando seus negócios.

Ação da Guarda Civil

Conforme a decisão que determinou a prisão preventiva, guardas civis municipais de Barueri chegaram a ser acionados antes dos disparos, após denúncias de que havia um homem armado no restaurante. Após uma revista pessoal, nenhuma arma foi encontrada com o suspeito naquele momento.

Carlos Alberto apresentou marcas de agressão aos agentes e afirmou que deixaria o local. No entanto, minutos depois, retornou armado e efetuou os disparos. Testemunhas relataram que a arma teria sido entregue a ele por uma mulher.