Influencer trans denuncia transfobia e exibe seios em bar

Janeiro 19, 2026 - 18:00
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Influencer trans denuncia transfobia e exibe seios em bar
Reprodução/Redes Sociais

Malévola Alves e Ray Pugliese reagiram a episódio de transfobia em restaurante; como forma de protesto, influenciadora exibiu os seios para confrontar o atendente sobre sua identidade de gênero.

As influenciadoras digitais Malévola Alves e Ray Pugliese, ambas mulheres transsexuais, utilizaram suas redes sociais para relatar e protestar contra um episódio de desrespeito vivido em um estabelecimento comercial. O caso ganhou repercussão após um garçom referir-se a Ray utilizando o pronome masculino "senhor", o que gerou uma reação imediata por parte das criadoras de conteúdo.

O Protesto e o Confronto

Ao perceber o erro no tratamento, Malévola Alves começou a filmar a interação e anunciou a forma como pretendiam confrontar o funcionário. “A gente vai mostrar o peito para o garçom que chamou a Ray de ‘senhor’”, afirmou no vídeo pouco antes da aproximação do atendente.

No momento da discussão, Malévola abaixou a parte superior da roupa e exibiu os seios como um argumento visual sobre sua identidade. “Eu tenho dois peitos. Ela [Ray] tem vagina. Você quer ver minha vagina? Porque peito é de mulher”, declarou a influenciadora durante o embate.

Retratação e Justificativa

Diante do protesto das clientes, o garçom prontamente se desculpou pelo ocorrido. “Primeiro, peço desculpas, eu não tenho problema algum”, respondeu o funcionário, tentando apaziguar a situação.

Ray Pugliese, por sua vez, explicou que a reação drástica não era apenas um ataque pessoal ao atendente, mas uma forma de resistência política e social.

“A gente está fazendo isso para que outras meninas trans não passem por isso”, declarou Ray, reforçando que o objetivo era dar visibilidade às situações de desrespeito e negligência que mulheres trans enfrentam cotidianamente em ambientes públicos.

Repercussão

O vídeo dividiu opiniões nas redes sociais, levantando debates sobre os limites do protesto em locais públicos e a importância do treinamento de funcionários para o atendimento respeitoso à comunidade LGBTQIAPN+. Até o fechamento desta matéria, o estabelecimento comercial não havia emitido uma nota oficial sobre o episódio.