Homem é preso por vender “cura” para o câncer: “Efeitos da vacina”.

março 10, 2026 - 14:20
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Homem é preso por vender “cura” para o câncer: “Efeitos da vacina”.
PCPR/Divulgação

Em uma operação que revela os limites da crueldade e do charlatanismo, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu em flagrante, nesta terça-feira (10), um homem de 54 anos que lucrava com o desespero de pacientes terminais. O suspeito mantinha um laboratório clandestino na capital paranaense, onde fabricava produtos caseiros — de azeite a sabão de roupa — prometendo a cura para o câncer e o "antídoto" contra supostos efeitos da vacina da Covid-19.

Água "Molecular" e Sabonete Milagroso

A investigação, liderada pela delegada Aline Manzatto, revelou um cenário de total absurdo sanitário. No imóvel utilizado pelo golpista, os agentes encontraram itens artesanais rotulados com propriedades místicas e científicas inexistentes.

A lista de produtos oferecidos como tratamento médico incluía:

  • Água "Molecular": Vendida como solução definitiva para enfermidades graves;

  • Azeite, sal e sabonetes: Apresentados como itens com poderes curativos;

  • Amaciante e sabão de roupa: Comercializados com promessas de "limpeza" biológica contra o câncer.

Teoria da Conspiração como Isca

Para atrair suas vítimas, o homem utilizava um discurso perigoso e desinformador. Ele alegava que doenças como o câncer seriam, na verdade, efeitos colaterais das vacinas contra a Covid-19, oferecendo seus produtos sem registro como a única salvação disponível.

Segundo a delegada, o suspeito induzia o consumidor ao erro de forma deliberada, aproveitando-se da vulnerabilidade de quem já não via saída na medicina tradicional.

O Fim da Farsa

O "curandeiro" foi autuado em flagrante por:

  1. Curandeirismo;

  2. Fabricação de produto sem registro;

  3. Indução do consumidor ao erro.

O homem foi retirado de circulação e encaminhado ao sistema penitenciário, onde aguardará o julgamento. A polícia agora tenta identificar quantas pessoas interromperam tratamentos médicos reais para acreditar nas promessas vazias do amaciante "molecular".