Grávida é agredida e tem seu cabelo raspado pelo companheiro
O município de Bayeux (PB) foi palco de um episódio de violência extrema contra a mulher na tarde deste sábado (21). Uma jovem de 18 anos, grávida de dois meses, foi vítima de uma sessão de tortura no bairro Rio do Meio. O crime, registrado em vídeo pelos próprios agressores, chocou a população ao mostrar a vítima sendo retirada de casa à força e submetida a agressões físicas degradantes.
O vídeo, que circulou rapidamente pelas redes sociais, tornou-se a peça-chave para que as forças de segurança identificassem os responsáveis. Em uma operação conjunta célere, as polícias localizaram e prenderam um homem — apontado como o companheiro da vítima — e apreenderam um adolescente envolvido no ato.
Dinâmica da Crueldade
Segundo a Polícia Militar, os agressores invadiram a residência da gestante e a levaram para a via pública, onde a tortura foi filmada. O ato de raspar o cabelo da vítima é uma forma de violência psicológica e física que visa a humilhação e o controle sobre o corpo da mulher. O registro audiovisual, que pretendia ser uma demonstração de poder por parte dos agressores, acabou sendo o elemento que permitiu o cerco policial e a prisão em tempo recorde.
Rede de Acolhimento
Diante da vulnerabilidade da vítima e do risco à saúde da gestação, a Prefeitura de Bayeux acionou imediatamente sua rede de proteção. Secretarias de Segurança, da Mulher e de Assistência Social prestaram um atendimento humanizado, que incluiu:
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Apoio Psicológico Especializado: Para o enfrentamento do trauma agudo.
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Orientação Jurídica: Para a obtenção de medidas protetivas de urgência contra os agressores.
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Assistência Social: Encaminhamentos para garantir a segurança da jovem e a saúde do bebê.
"A rede de enfrentamento à violência contra a mulher em Bayeux está em prontidão total. Não toleraremos atos de crueldade e garantiremos que esta jovem receba todo o suporte necessário para recomeçar sua vida com dignidade", declarou a gestão municipal.
Como Denunciar
Casos de violência doméstica ou de gênero não devem ser silenciados. A ajuda está disponível através de canais que garantem o sigilo e o encaminhamento rápido das denúncias:
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Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (orientações e denúncias).
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190: Polícia Militar (casos de emergência e flagrantes).