Enteada é morta com tiro de espingarda pela madrasta durante visita ao pai doente

março 24, 2026 - 09:43
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Enteada é morta com tiro de espingarda pela madrasta durante visita ao pai doente
Reprodução

Uma visita que deveria ser marcada por cuidados ao pai idoso terminou em um cenário de crime no interior de Igrejinha (RS). Maria Helena de Souza, de 50 anos, foi morta com um disparo de espingarda calibre 12 dentro da residência da família, na zona rural da cidade. A principal suspeita do assassinato é sua madrasta, Lurdes de Fátima de Lima Maurina, de 63 anos, que foi capturada dois dias após o crime na cidade de Itajaí (SC).

O caso ocorreu enquanto Maria Helena visitava seu pai, um homem de 66 anos que está acamado. De acordo com as investigações, um desentendimento teria eclodido entre as duas mulheres. Durante a discussão, a suspeita teria se dirigido a um dos quartos, armado-se com a espingarda e retornado para disparar contra a enteada, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

A Fuga e a Captura

Logo após o homicídio, Lurdes fugiu pelos fundos da propriedade em direção a uma área de mata. Apesar das buscas imediatas da Brigada Militar, ela conseguiu despistar as forças de segurança.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, contudo, traçou o perfil de fuga da suspeita, identificando vínculos que ela mantinha em cidades catarinenses. Em uma ação conjunta entre as polícias civis gaúcha e catarinense, a mulher foi localizada em Itajaí. Após negociações entre sua defesa e os investigadores, ela se apresentou na delegacia, onde teve o mandado de prisão preventiva cumprido.

O Andamento do Processo

Lurdes de Fátima aguarda a audiência de custódia e será mantida no Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí até que os trâmites legais permitam sua transferência para o Rio Grande do Sul. O crime, tratado como homicídio qualificado, segue sob investigação da Polícia Civil de Igrejinha, que busca agora esclarecer a motivação exata da briga que levou ao desfecho trágico.

Maria Helena de Souza deixa dois filhos, de 21 e 28 anos, que agora buscam respostas para a violência que vitimou a mãe em um momento de solidariedade familiar.