Cozinheira é morta com golpes de cacetete de metal e faca por ex-amante
A madrugada desta quarta-feira (25/3) terminou em morte no bairro Cruzeiro do Sul, em São Carlos (SP). A cozinheira Gilza Alves, de 47 anos, foi morta a golpes de cacetete de metal e facada dentro de uma residência na Rua Paraná. O autor do crime, um vigilante de 52 anos com quem a vítima teve um relacionamento extraconjugal, confessou o homicídio, mas responderá em liberdade por ter se apresentado espontaneamente.
A Polícia Militar foi acionada inicialmente por volta das 0h15 devido a uma tentativa de invasão, mas não encontrou ninguém no local. Uma hora depois, o cenário era de crime: o portão da garagem estava arrombado e o corpo de Gilza foi encontrado caído na cozinha por um vizinho, que ouviu os gritos e viu o carro do vigilante saindo do local.
Histórico de Conflitos e Ameaças
O crime não foi um evento isolado. Antes do desfecho fatal, o vigilante e sua esposa já haviam registrado um Boletim de Ocorrência por ameaça contra Gilza. Segundo o relato, a cozinheira não aceitava o fim do relacionamento e passou a perseguir o casal após descobrir o endereço da residência.
A Versão do Autor
Ao se apresentar no Plantão Policial de Araraquara, o vigilante apresentou sua versão dos fatos:
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Invasão: Ele alega que, ao retornar para casa após deixar a esposa na casa da sogra, foi surpreendido por Gilza dentro do imóvel.
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Confronto: Segundo ele, a vítima o atacou com uma faca.
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Reação: O homem afirma que utilizou um cacetete de metal para golpeá-la e, em seguida, uma faca para perfurar o pescoço da mulher.
Por que ele foi liberado?
Muitos se questionam por que um autor confesso não permanece preso. Segundo o Código de Processo Penal brasileiro, a apresentação espontânea logo após o crime, sem que haja uma perseguição imediata ou prisão no exato momento do ato, descaracteriza o "flagrante".
Como não havia mandado de prisão preventiva expedido no momento do depoimento e o autor colaborou com a justiça, ele obteve o direito de responder inicialmente em liberdade. No entanto, o delegado do caso ainda pode solicitar a prisão preventiva à Justiça se entender que o acusado representa risco à ordem pública ou à instrução do processo.
A Polícia Civil apreendeu o cacetete amassado e celulares para perícia. O caso foi registrado como homicídio e lesão corporal.