Confissão antes da morte: Homem liga para padrasto após esfaquear e queimar namorada de 15 anos

abril 9, 2026 - 15:23
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Confissão antes da morte: Homem liga para padrasto após esfaquear e queimar namorada de 15 anos
Reprodução

A cidade de Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano, está em choque com a morte brutal de Tayna Maria da Silva, de apenas 15 anos. O principal suspeito, seu namorado Cleverton Silva Machado, de 18 anos, teria confessado o crime ao padrasto via telefone antes de ser encontrado morto ao lado da vítima na tarde desta quarta-feira (8/4). O cenário encontrado no setor Jardim das Oliveiras aponta para um crime de ódio motivado pela não aceitação do fim do relacionamento.

Logo após o ataque, Cleverton entrou em contato com o padrasto para admitir o que havia feito. O familiar correu até o imóvel e acionou o socorro e a polícia, mas ao chegarem, as equipes de resgate constataram que ambos já estavam sem vida.

Violência Cruel e Planejada

Os detalhes periciais iniciais revelam a agressividade do ataque contra a adolescente:

  • Marcas de Violência: O corpo de Tayna apresentava diversas perfurações causadas por golpes de faca e queimaduras em várias partes, indicando uma tentativa de tortura ou ocultação de provas antes do suspeito atentar contra si mesmo.

  • Motivação: Investigadores apuraram que o casal mantinha um relacionamento há três anos. Recentemente, Tayna havia manifestado o desejo de terminar o namoro, decisão que Cleverton se recusava terminantemente a aceitar.

Investigação e Perícia

A Delegacia Territorial de Luís Eduardo Magalhães assumiu o caso e realizou as primeiras diligências no local do crime.

  1. Guia Pericial: Foram expedidas guias para a perícia de local e remoção dos corpos.

  2. Necropsia: Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) da região para exames que confirmarão a causa exata das mortes e o instrumento utilizado nas queimaduras.

  3. Suicídio: A principal linha de investigação da Polícia Civil é de que Cleverton tenha tirado a própria vida imediatamente após o feminicídio, em um ato de "desespero" ou para evitar as consequências legais.

Até o momento, as famílias não divulgaram informações sobre o velório ou sepultamento dos jovens. O caso reforça as estatísticas alarmantes de feminicídio no estado e a importância de canais de denúncia para adolescentes em relacionamentos abusivos.