Confissão antes da morte: Homem liga para padrasto após esfaquear e queimar namorada de 15 anos
A cidade de Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano, está em choque com a morte brutal de Tayna Maria da Silva, de apenas 15 anos. O principal suspeito, seu namorado Cleverton Silva Machado, de 18 anos, teria confessado o crime ao padrasto via telefone antes de ser encontrado morto ao lado da vítima na tarde desta quarta-feira (8/4). O cenário encontrado no setor Jardim das Oliveiras aponta para um crime de ódio motivado pela não aceitação do fim do relacionamento.
Logo após o ataque, Cleverton entrou em contato com o padrasto para admitir o que havia feito. O familiar correu até o imóvel e acionou o socorro e a polícia, mas ao chegarem, as equipes de resgate constataram que ambos já estavam sem vida.
Violência Cruel e Planejada
Os detalhes periciais iniciais revelam a agressividade do ataque contra a adolescente:
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Marcas de Violência: O corpo de Tayna apresentava diversas perfurações causadas por golpes de faca e queimaduras em várias partes, indicando uma tentativa de tortura ou ocultação de provas antes do suspeito atentar contra si mesmo.
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Motivação: Investigadores apuraram que o casal mantinha um relacionamento há três anos. Recentemente, Tayna havia manifestado o desejo de terminar o namoro, decisão que Cleverton se recusava terminantemente a aceitar.
Investigação e Perícia
A Delegacia Territorial de Luís Eduardo Magalhães assumiu o caso e realizou as primeiras diligências no local do crime.
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Guia Pericial: Foram expedidas guias para a perícia de local e remoção dos corpos.
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Necropsia: Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) da região para exames que confirmarão a causa exata das mortes e o instrumento utilizado nas queimaduras.
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Suicídio: A principal linha de investigação da Polícia Civil é de que Cleverton tenha tirado a própria vida imediatamente após o feminicídio, em um ato de "desespero" ou para evitar as consequências legais.
Até o momento, as famílias não divulgaram informações sobre o velório ou sepultamento dos jovens. O caso reforça as estatísticas alarmantes de feminicídio no estado e a importância de canais de denúncia para adolescentes em relacionamentos abusivos.