Acusado de matar empresária com ritual macabro para “garantir a passagem espiritual” é encontrado morto em presídio
Manoel Ferro de Melo, preso por assassinar a empresária Barbara Denise Folha de Oliveira em São Vicente, no litoral paulista, foi encontrado morto na cela onde cumpria prisão na Penitenciária de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. O detento, que possuía extensa ficha criminal, estava sozinho no local.
O crime ocorreu em 20 de janeiro deste ano, quando o corpo da vítima foi encontrado dentro do apartamento onde morava, no bairro Samaritá. A descoberta foi feita pela mãe da empresária, Edileia Moreira Filha de Oliveira, e pelo filho dela, de 14 anos, fruto do relacionamento com o suspeito. Manoel foi preso dois dias depois, na capital paulista, e confessou o assassinato.
Em depoimento, o homem afirmou ter colocado moedas nos olhos da vítima como forma de “garantir a passagem espiritual”. Já a presença de moedas em outras partes do corpo, segundo ele, estaria relacionada a falas da ex-companheira sobre desejar “paz e dinheiro” após o fim do relacionamento.
Após a prisão, Manoel foi transferido para a unidade prisional de Tupi Paulista. De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o corpo foi encontrado na última sexta-feira (3), dentro da cela. Um procedimento interno foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte, e os familiares foram comunicados. A perícia foi acionada e um boletim de ocorrência foi registrado.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso foi registrado como morte suspeita na Delegacia Seccional de Dracena.
Na véspera do crime, Barbara havia gravado um vídeo em que aparece discutindo com o ex-marido, tentando expulsá-lo do apartamento. Segundo a mãe da vítima, a gravação seria enviada ao irmão do suspeito, mas também foi encaminhada a familiares.
Nas imagens, a empresária afirma que já havia dado dinheiro e separado os pertences dele para que deixasse o local, enquanto o homem se recusava a sair e reagia chorando: "Vai embora. Eu já dei o dinheiro para ele ir embora aqui, ó [nome do irmão dele]. Já dei a carteirinha dele aqui, ó. As roupas aí ó", afirmou.