Mãe mata a própria filha em frente aos netos
O Conjunto Habitacional Dr. Antonio Delmanto (Cohab VI) foi cenário de um crime estarrecedor no último domingo (5/4). Sandra Regina Batista, de 50 anos, foi presa em flagrante sob a acusação de matar a própria filha, Poliane Victoria Fernandes, de 27 anos. O crime, registrado como feminicídio devido ao contexto de violência doméstica, teria sido motivado por uma desavença familiar envolvendo os netos da suspeita.
A Guarda Civil Municipal (GCM) foi chamada para o que parecia ser uma "desavença comum" entre mãe e filha. No entanto, ao chegarem à residência, os agentes encontraram Poliane caída, inconsciente e sem sinais de reação. Apesar de ser levada às pressas pelo Samu ao Hospital das Clínicas da Unesp, o óbito foi confirmado pouco depois.
A Versão da Suspeita
Em depoimento à polícia, Sandra Regina apresentou sua versão dos fatos:
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O Conflito: Alegou que Poliane saiu para beber, deixando os dois filhos (de 2 e 8 anos) com a avó. Ao retornar, Poliane estaria discutindo com outras mulheres na rua.
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A Briga: Sandra afirmou ter tentado intervir para que a filha entrasse em casa, o que teria dado início a uma troca de ofensas. Segundo a mãe, a filha lhe deu um tapa no rosto e ameaçou levar as crianças embora.
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O Enforcamento: Sandra disse que, para "conter" Poliane, segurou-a pelos cabelos e apertou seu pescoço. Ela relatou aos oficiais que só parou quando sentiu que a filha "amoleceu" e desabou no chão.
Antecedentes e Prisão
A Polícia Civil não aceitou a tese de mera contenção e registrou o caso como feminicídio. Alguns fatores pesam contra Sandra Regina:
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Antecedentes: A suspeita já possui histórico criminal anterior, o que motivou o pedido de conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva.
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Violência Letal: A pressão exercida no pescoço da vítima foi suficiente para causar a morte, indicando um uso desproporcional de força física.
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Presença de Menores: Os filhos de Poliane, de apenas oito e dois anos, estavam no local no momento da tragédia.
Sandra permanece à disposição da Justiça, enquanto o Conselho Tutelar deve acompanhar a situação das duas crianças, que perderam a mãe no incidente.