Policial relembra megaoperação que deixou colegas de farda mortos: "O colete salvou a minha vida"

Janeiro 11, 2026 - 16:56
 0
Policial relembra megaoperação que deixou colegas de farda mortos: "O colete salvou a minha vida"
@policiacivil_rj

Quase dois meses após de ter sido deflagrada, a megaoperação que deixou mais de 100 suspeitos mortos, no mês de outubro, no Rio de Janeiro, ainda causa reflexos nas equipes policiais que participaram da ação.

Um vídeo publicado neste sábado (10), pela Polícia Civil do RJ, mostra o relato de um dos policiais civis que participou da megaoperação. Na ocasião, quatro agentes morreram após serem atingidos por criminosos. Na gravação, o policial relembrou o momento em que ele e colegas de farda perceberam o início dos ataques por parte dos bandidos.

"Quando a gente recebeu a notícia que tinha um colega baleado, mas até o momento a gente não sabia nem quem era, a gente se reuniu com alguns poucos policiais que estavam próximos e subimos a trilha, a área de mata. Quando a gente subiu alguns metros na trilha, tinham diversos vagabundos. Só que a gente não tinha contato visual porque eles estavam todos camuflados, a gente não conseguia ver. Dois estavam tão próximos, quando eles colocaram o fuzil na nossa direção e começaram a disparar. A gente conseguiu ver onde eles estavam, e disparamos também. Foi o momento em que, da mata, a gente não sabia exatamente o ponto, começou a ouvir muito tiro", relatou.

Ele, que também chegou a ser atingido por disparo de arma de fogo, diz ter sido salvo pelo colete balístico. Ainda no vídeo, o policial disse que conseguiu perceber quando foi ferido. "A gente estava exatamente no campo aberto, não tinha nada para nos proteger. Eu senti o impacto nas minhas costas, e, naquele momento, eu soube que eu fui baleado, só não sabia dizer a proporção, porque você está de sangue quente. No momento é algo que você não sabe explicar. Nisso que a gente conseguiu descer, eu tirei o colete, foi quando os colegas viram que realmente não tinha transpassado", lembrou.

"Aí um dos colegas falou que ia gravar um vídeo para mandar no grupo e ver que realmente você não aconteceu nada de tão grave. Um sentimento de renascimento  naquele dia que eu fui baleado. Eu vou comemorar como outro dia do meu aniversário. Eu acredito que foi um milagre. Se Deus me fez ser policial, é porque ele tinha um plano para mim, que não é aquele ali, não era o momento que eu ia morrer. Ele me fez estar ali, porque era para um carro", completou o policial. 

CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NO NOSSO GRUPO DE WHATSAPP