Pescador fisga arraia gigante de até 100 kg no Rio Acre e vídeo viraliza

março 26, 2026 - 21:57
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Pescador fisga arraia gigante de até 100 kg no Rio Acre e vídeo viraliza

Um pescador viveu um momento raro e impressionante no interior do Acre. Iomar Souza de Vasconcelos, de 33 anos, capturou uma arraia-maçã, espécie ameaçada de extinção, no Rio Acre, em Assis Brasil, no último sábado (21). O registro da pescaria foi divulgado nas redes sociais na terça-feira (24) e já ultrapassa 17 mil visualizações.

Iomar estava acompanhado de outros dois pescadores quando fisgou o animal. Segundo ele, o susto foi imediato, já que inicialmente acreditava ter capturado um peixe de grande porte.

“Quando puxei, vi que era uma arraia e fiquei surpreso pelo tamanho”, relatou. Sem ter feito a medição oficial, o pescador estimou o peso com base em experiências anteriores e na largura do barco, de 1,20 metro. “Já pegamos uma de 60 quilos antes. Essa, pelo tamanho, acredito que tinha cerca de 100 quilos”, afirmou.

De acordo com a bióloga e doutora em ecologia de peixes, Lucena Rocha Virgilio, o animal pertence à espécie Paratrygon aiereba, uma das maiores arraias de água doce do mundo, podendo atingir até 1,6 metro de largura e pesar cerca de 110 quilos.

No vídeo, Iomar comemora a captura e destaca a raridade do momento. “Essa é a maior arraia do Rio Acre já registrada por algum pescador. Nunca tinha visto uma desse tamanho aqui em Assis Brasil”, disse.

Após ser capturada, a arraia acabou engolindo o anzol, o que inviabilizou sua devolução ao rio, segundo o pescador. Por isso, o animal foi abatido e levado para consumo. “Não teria como soltar, ela não sobreviveria. A carne é firme e geralmente é preparada desfiada”, explicou.

Iomar também comentou que arraias maiores costumam ter ferrões menores, o que reduziria o risco durante o manuseio. Ele destacou ainda a importância da espécie no ecossistema, afirmando que elas ajudam a formar poços que servem de abrigo para outros peixes.

Pescador há mais de 25 anos, ele utilizou uma técnica tradicional conhecida como “linha de espera”, que consiste em deixar a isca em um ponto estratégico até que o peixe seja fisgado.

Orgulhoso do feito, Iomar afirmou que o momento ficará marcado na memória. “É uma alegria enorme. A gente sabe que está fazendo uma história para contar para os filhos e netos”, concluiu.