Pai preso por espancar filho de 6 anos disse que queria “corrigi-lo”
Um caso de violência extrema contra uma criança de apenas seis anos chocou Goiânia na última quinta-feira (19/3). O pai do menino foi preso em flagrante após levar o filho ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) apresentando lesões graves, como olhos inchados e diversos hematomas pelo corpo.
A situação foi tão severa que a equipe médica, ao realizar o primeiro atendimento, identificou que os ferimentos eram incompatíveis com acidentes corriqueiros da infância. O hospital acionou imediatamente o Conselho Tutelar, que, ao examinar a criança, confirmou que as marcas eram fruto de agressões contínuas e severas.
A Confissão do Agressor
O mais perturbador do caso é a justificativa apresentada pelo pai. Sem demonstrar remorso, ele confessou aos conselheiros tutelares que agrediu o próprio filho por causa de "teimosia" e sob o pretexto de estar tentando "corrigir uma atitude" da criança.
O argumento do agressor confronta diretamente as leis brasileiras, que proíbem o uso de castigos físicos ou tratamento cruel/degradante como forma de correção, disciplina ou educação — um entendimento reforçado pela Lei da Palmada (Lei 13.010/2014).
Investigação e Medidas de Proteção
O caso está sob investigação da Polícia Civil de Goiás, que agora aguarda o laudo oficial do Instituto Médico Legal (IML) para detalhar a extensão das lesões e classificar a gravidade do crime (se lesão corporal, maus-tratos ou crime contra a vida).
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Situação do Pai: O agressor continua preso, à disposição da Justiça, enfrentando a possibilidade de penas severas pela brutalidade cometida contra uma criança em situação de total vulnerabilidade.
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Situação da Criança: O menino recebeu os cuidados necessários e, para garantir sua integridade física e psicológica, foi retirado da guarda paterna e entregue aos cuidados de uma tia, com quem permanecerá até que o Judiciário tome uma decisão definitiva.
A rede de proteção à criança em Goiás reforça que qualquer sinal de violência deve ser denunciado anonimamente pelo Disque 100, que funciona 24 horas por dia.