Padrasto é preso por suspeita de fraturar fêmur de bebê; mãe também foi detida
O Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Juiz de Fora tornou-se palco de uma denúncia estarrecedora no último sábado (14). Um menino de apenas 2 anos deu entrada com o fêmur esquerdo quebrado, disparando um alerta imediato entre os profissionais de saúde: a lesão era incompatível com um simples tombo doméstico.
A gravidade do ferimento exigiu a transferência imediata da criança para a Maternidade Terezinha de Jesus (HMTJ), onde passou por uma cirurgia de emergência. O que a equipe médica encontrou foi o retrato da violência contínua: o bebê já apresentava escoriações e o histórico de uma fratura anterior na tíbia, sugerindo que o sofrimento na residência não era inédito.
A Força da Agressão
O laudo médico foi decisivo para a prisão dos responsáveis. Segundo o especialista que atendeu a vítima, uma fratura no fêmur em uma criança dessa idade exige uma "aplicação de força de alta energia". Em termos claros: é impossível que um bebê cause esse dano a si mesmo brincando.
O depoimento do irmão mais velho, de apenas 5 anos, foi o golpe final na versão dos suspeitos. O pequeno relatou ao pai biológico que também recebia "cascudos" do padrasto e que presenciou o irmão caçula sendo agredido enquanto a mãe estava fora.
Versões e Contradições
A mãe, de 24 anos, alegou que trabalha o dia todo e deixou os filhos sob os cuidados do namorado, de 29 anos. Ela afirma que, ao chegar em casa, notou a dor do filho e o levou ao hospital. Já o padrasto negou qualquer agressão, sustentando a tese de que o menino "começou a reclamar de dor enquanto brincava".
As contradições e os sinais evidentes de maus-tratos levaram a Polícia Militar a efetuar a prisão de ambos:
-
O Padrasto: Encaminhado ao Ceresp por agressão e lesão corporal grave.
-
A Mãe: Presa por suspeita de maus-tratos e omissão, diante dos indícios de agressões recorrentes que ela teria ignorado.
O Destino das Crianças
Enquanto o bebê se recupera da cirurgia, o caso segue sob investigação da Delegacia de Plantão de Juiz de Fora. O pai das crianças acompanha o processo, buscando garantir que os filhos não retornem ao ambiente de violência.
"É pouco provável que uma criança provoque esse tipo de lesão sozinha", reforçou o médico, consolidando a tese de crime hediondo.