Motociclista atingida por carro na BR-262 perde o pé; família busca motorista fugitivo
O que deveria ser apenas mais um dia de trabalho e esforço na rotina de uma diarista de 55 anos transformou-se em um pesadelo violento na manhã desta terça-feira (30), na BR-262, em Campo Grande (MS). A caminho do emprego, a trabalhadora teve sua motocicleta violentamente atingida por um carro. Segundo relatos desesperados da família, o motorista invadiu a pista contrária, causou a tragédia e fugiu em alta velocidade sem prestar nenhum tipo de socorro.
O acidente aconteceu por volta das 5h da manhã. A vítima, que é moradora do bairro Parque do Sol, percorria diariamente um trajeto de quase 20 quilômetros até o bairro Cidade Jardim, onde trabalhava na casa de sua patroa de segunda a sexta-feira.
Impacto Violento e Amputação na Santa Casa
Com a força do impacto frontal, a motociclista foi arremessada no asfalto e sofreu ferimentos gravíssimos em um dos membros inferiores. Ela foi resgatada às pressas por equipes de socorro e encaminhada em estado de choque para a Santa Casa de Campo Grande.
Ainda na terça-feira, a diarista passou por uma cirurgia de emergência complexa e, devido à gravidade das lesões e ao esmagamento dos tecidos, os médicos precisaram amputar parte de sua perna, do meio da canela para baixo.
Nesta quarta-feira (1º), a paciente seguia internada no setor de pós-operatório da unidade hospitalar, sob forte medicação com morfina para conter as dores intensas. De acordo com os familiares, ela permanece sedada na maior parte do tempo, mas já apresenta momentos de consciência e consegue falar.
Família Clama por Justiça e Ajuda com Câmeras
A revolta e a dor tomaram conta dos parentes, que agora enfrentam a incerteza sobre o futuro financeiro e a reabilitação da trabalhadora autônoma, que dependia diretamente de sua mobilidade física para garantir o sustento da casa.
“A revolta é muito grande porque foi causada pela irresponsabilidade do autor, que invadiu a pista contrária e nem ao menos prestou socorro. Fugiu do local como se tivesse batido em um bicho. Ela trabalha como diarista, estava indo para a casa da patroa. Não sabemos como vai ser a vida dela agora”, desabafou a nora e o genro da vítima.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) atendeu a ocorrência, mas informou aos familiares que, até o momento, não conseguiu imagens de monitoramento público na região da rodovia que pudessem identificar o modelo ou a placa do veículo envolvido no atropelamento.
Diante do silêncio das investigações iniciais, a família faz um apelo público: eles pedem que caminhoneiros, motoristas que passavam pelo trecho no horário do acidente ou proprietários de empresas e chácaras na região que possuam câmeras de segurança ajudem a identificar o motorista foragido. Qualquer pista pode ser repassada de forma anônima diretamente para a Polícia Rodoviária Federal ou para as autoridades policiais locais.