Moradores denunciam ação da Guarda Municipal com bombas e tiros durante jogo do Brasil

julho 2, 2026 - 08:51
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Moradores denunciam ação da Guarda Municipal com bombas e tiros durante jogo do Brasil

Moradores de Guarulhos, na Grande São Paulo, denunciam que vêm sofrendo perseguições por parte da Guarda Civil Municipal (GCM) e de outros agentes de segurança. A situação, segundo os relatos, ocorre há mais de seis meses e teria culminado em uma ação considerada violenta durante uma confraternização realizada na última segunda-feira (29), enquanto moradores assistiam ao jogo do Brasil na Copa do Mundo.

Um dos denunciantes é o proprietário de uma adega da região. Em entrevista à CNN Brasil, ele afirmou que organizava um churrasco para moradores acompanharem a partida entre Brasil e Japão. Segundo o comerciante, cerca de 20 pessoas participavam do encontro, que contava apenas com telões, mesas e cadeiras para receber a comunidade.

"Chegaram atirando", afirma comerciante

De acordo com o proprietário, ao término da partida já não havia som alto nem qualquer tipo de confusão quando equipes da Guarda Civil Municipal chegaram ao local e determinaram que as pessoas deixassem a área.

O comerciante afirma, no entanto, que os agentes iniciaram a ação utilizando bombas de efeito moral e disparando balas de borracha contra crianças e adultos que estavam na confraternização.

Ainda segundo o relato, também teriam sido efetuados disparos com munição real durante a operação.

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Feridos durante a operação

A CNN Brasil informou ter recebido vídeos e imagens que mostram pessoas feridas por disparos de balas de borracha e, segundo relatos das vítimas, também por tiros de munição real.

Uma das vítimas teria sido atingida por três disparos, sofrendo ferimentos graves em diferentes partes do corpo. Outro homem, que trabalha eventualmente na adega, também ficou ferido durante a ação.

Segundo o proprietário do estabelecimento, o homem mais gravemente ferido estava assistindo ao jogo acompanhado da família quando foi atingido.

Comerciante denuncia perseguição

O dono da adega afirma que o estabelecimento opera de forma regular, com alvarás atualizados, documentação em dia e mercadorias legalizadas. Apesar disso, ele diz que o local vem sendo alvo de perseguição constante por parte da Guarda Civil Municipal.

Segundo o comerciante, viaturas costumam permanecer estacionadas em frente à adega por até quatro horas, principalmente entre quinta-feira e o fim de semana, o que, na avaliação dele, caracteriza uma forma de intimidação.