Mãe mata e decola atual namorado após flagrar suposto abuso contra o filho

março 30, 2026 - 17:43
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Mãe mata e decola atual namorado após flagrar suposto abuso contra o filho
Reprodução / Polícia Civil

Um cenário de extrema violência foi descoberto pela Polícia Militar neste domingo (29/3), em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Paula Ellen Neves da Silva, de 24 anos, foi presa em flagrante após matar e decapitar seu companheiro, Daniel dos Santos, de 32 anos. A cabeça da vítima foi encontrada pelos agentes guardada dentro de uma mochila, enquanto o corpo havia sido arrastado para o banheiro do apartamento.

O crime ocorreu na presença dos filhos da acusada, de 3 e 6 anos. Paula não apenas confessou o assassinato, como enviou fotos e vídeos dos restos mortais para sua mãe, seu irmão e o ex-marido (pai das crianças), que inicialmente custou a acreditar no relato até ver as imagens chocantes.

A Versão da Acusada: Suposto Assédio

Em depoimento, Paula afirmou que o casal estava consumindo álcool e drogas durante a noite. Ela relatou ter fingido dormir no chão da sala para observar Daniel, com quem se relacionava há dois meses. Segundo sua versão, ela teria reagido ao ver o homem abrir a fralda de um de seus filhos.

Nesse momento, ela teria desferido golpes de faca contra Daniel. A vítima ainda tentou reagir, ferindo a mão da mulher com uma faca de serra, mas acabou sucumbindo. Após a morte, Paula utilizou uma faca para decapitar o parceiro e remover o corpo do sofá.

Fraude Processual e Limpeza da Cena

Quando a polícia chegou ao imóvel, notou que a acusada tentou ocultar a gravidade do ocorrido:

  • Limpeza: O chão e o sofá foram parcialmente lavados.

  • Arma do Crime: A faca utilizada na decapitação foi higienizada.

  • Ocultação: O corpo estava escondido no banheiro e a cabeça isolada em uma mochila.

Investigação e Prisão Preventiva

A mãe de Paula declarou à polícia que a filha tem um histórico de envolvimento com drogas e entregou o celular com as conversas e mídias enviadas pela acusada.

O delegado responsável pelo caso solicitou a conversão da prisão em flagrante para preventiva. A autoridade policial entende que, devido à decapitação e à tentativa de limpar a cena, não há elementos suficientes que sustentem a tese de legítima defesa, configurando, por ora, os crimes de:

  1. Homicídio qualificado;

  2. Fraude processual (pela alteração da cena do crime);

  3. Destruição e ocultação de cadáver.

A Polícia Civil agora aguarda laudos periciais para confirmar se houve, de fato, qualquer sinal de abuso contra a criança e se o crime foi cometido sob forte influência de entorpecentes.