Mãe e criança são esmagadas em acidente com ônibus
Novas imagens de câmeras de segurança obtidas pela Polícia Civil podem mudar o rumo das investigações sobre o atropelamento que vitimou Emanoelle Martins Guedes de Farias, de 40 anos, e seu filho Francisco Farias Antunes, de apenas 9 anos. O acidente ocorreu na tarde desta segunda-feira (30/3), na Rua Conde de Bonfim, e os registros visuais colocam em xeque a versão inicial dada pelo motorista do coletivo na delegacia.
O vídeo registra o exato momento, às 13h15, em que mãe e filho trafegavam em uma bicicleta elétrica pela faixa da esquerda. Um ônibus verde surge logo atrás e parece realizar uma manobra para desviar de um táxi parado. Segundos depois, o veículo pesado passa por cima da bicicleta, encobrindo as vítimas.
A Versão que Ruiu
Em depoimento à 19ª DP (Tijuca), o motorista do ônibus afirmou que a bicicleta teria sido "fechada" por um carro preto, o que teria causado a queda da mãe e da criança sob as rodas do coletivo. No entanto, as imagens mostram que o carro preto seguia atrás do ônibus e só se aproximou do local minutos depois do impacto, reduzindo a velocidade ao ver os corpos no chão.
Não há evidências no vídeo de que qualquer veículo tenha interferido na trajetória da bicicleta antes de ela ser atingida pelo ônibus.
Dinâmica da Tragédia
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Local: Rua Conde de Bonfim, próximo à Rua Pinto de Figueiredo.
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Socorro: O pequeno Francisco, filho do humorista Cacofonias, foi levado às pressas para o Hospital do Andaraí por populares antes mesmo da chegada dos bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos internos.
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Investigação: O motorista do ônibus responderá, a princípio, por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), mas a tipificação pode ser revista caso a perícia comprove imperícia ou negligência na manobra de mudança de faixa.
Luto e Perícia
O caso gerou comoção nas redes sociais e entre os moradores da Tijuca, bairro onde Cacofonias é uma figura conhecida. A perícia técnica já foi realizada no local e os investigadores agora focam em identificar se o motorista do ônibus respeitou a distância lateral mínima obrigatória de 1,5 metro ao ultrapassar a bicicleta, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro.
A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas que presenciaram o desespero de quem tentou ajudar mãe e filho logo após o coletivo seguir caminho e parar alguns metros adiante.