Homem esfrega pênis em jovem que cochilava em ônibus e é preso
Uma viagem de rotina entre o Plano Piloto e Ceilândia (DF) transformou-se em um cenário de medo para uma adolescente de 17 anos nesta quinta-feira (25/3). A jovem foi vítima de importunação sexual enquanto cochilava no transporte público. O desfecho só foi possível graças à ação rápida da vítima e à colaboração imediata da equipe do ônibus, que levou o agressor direto para a delegacia.
Segundo o delegado-chefe da 19ª DP (P Norte), Fernando Fernandes, a adolescente acordou com o homem de 48 anos em pé ao seu lado, aproveitando o momento em que ela dormia para se aproximar. Mesmo tentando se afastar e buscar abrigo próximo a outra passageira, a jovem continuou sendo perseguida pelo suspeito, que se esfregava nela e a encarava de forma intimidatória.
O Pedido de Socorro
Amedrontada, a adolescente chegou a enviar uma mensagem de áudio para uma amiga, relatando o que estava acontecendo e afirmando que precisaria descer em uma parada diferente para tentar escapar do homem. Como a perseguição não cessou, ela foi até a cobradora do coletivo.
“Chorando e em desespero, ela contou que o homem estava se esfregando nela e a encarando”, relatou o delegado com base no depoimento da vítima.
Prisão e Apreensão de Arma
Ao ser informado da situação, o motorista do ônibus tomou uma decisão drástica: mudou o trajeto original e dirigiu o veículo diretamente para o pátio da 19ª Delegacia de Polícia. Lá, os agentes efetuaram a prisão em flagrante.
Durante a revista, a polícia encontrou uma faca com o suspeito. A suspeita é que a arma branca fosse utilizada para intimidar as vítimas e evitar que reagissem. Ao checarem os antecedentes, os policiais descobriram que o homem já possuía passagens por lesão corporal.
Implicações Legais
O homem foi autuado pelos crimes de:
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Importunação Sexual: (Lei 13.718/2018), que prevê pena de 1 a 5 anos de reclusão.
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Porte Ilegal de Arma Branca: Pela posse da faca no transporte público.
Este caso serve como exemplo de como a integração entre passageiros, funcionários do transporte e a polícia pode interromper ciclos de violência contra a mulher.