Funcionário mata chefe a tiros após receber advertência no trabalho

abril 9, 2026 - 18:28
 0
Funcionário mata chefe a tiros após receber advertência no trabalho
Reprodução

Um desentendimento profissional terminou em tragédia na última terça-feira (7), em Piumhi, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sinésio Omar da Costa Júnior, de 51 anos, funcionário do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), foi preso em flagrante suspeito de assassinar seu superior direto, José Wilson de Oliveira.

O Motivo e o Crime

De acordo com as investigações preliminares, o crime teria sido motivado por uma advertência administrativa que o operador de máquinas recebeu após se recusar a cumprir uma ordem de serviço.

Embora o estopim tenha ocorrido no ambiente de trabalho, o homicídio aconteceu fora do expediente e da sede da autarquia. A esposa da vítima relatou à Polícia Militar que estava em casa quando ouviu o primeiro disparo vindo da garagem. Ao chegar ao local, encontrou o marido caído e o suspeito parado em frente ao portão, empunhando uma arma de fogo.

Frieza no Momento dos Fatos

O boletim de ocorrência traz um detalhe perturbador sobre a conduta do suspeito. Segundo o depoimento da viúva, Sinésio agiu com extrema frieza, chegando a questionar se a vítima precisava de mais disparos:

"Tá bom só esse, ou você quer mais um?", teria dito o suspeito antes de atirar para o alto e fugir do local.

Prisão e Investigação

Após o crime, a Polícia Militar iniciou um rastreamento que culminou na localização de Sinésio em Pedra do Indaiá, cidade situada a 100 km de Piumhi. No momento da abordagem, ele estava acompanhado de outras duas pessoas, que foram levadas à delegacia para prestar esclarecimentos e liberadas em seguida.

A Polícia Civil confirmou a apreensão da arma utilizada no homicídio. Valdeti Aparecida Oliveira Leite, chefe do Administrativo e Financeiro do Saae, lamentou o ocorrido e reiterou que o ato de violência aconteceu fora das dependências da instituição.

O caso segue sob investigação e o suspeito permanece à disposição da Justiça, podendo responder por homicídio qualificado.