Discussão por moedas termina em facada no peito em bar
A Polícia Civil do Amapá, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), concluiu o inquérito e indiciou um homem de 37 anos por homicídio qualificado. O crime, ocorrido em maio de 2025 no bairro Araxá, em Macapá, teve como motivação uma dívida insignificante de apenas R$ 3, valor que gerou uma discussão fatal entre o agressor e a vítima, um jovem de 28 anos.
O episódio aconteceu enquanto ambos consumiam bebidas alcoólicas em um estabelecimento comercial. O que começou como um desentendimento por moedas escalou rapidamente para uma agressão física que culminou em um golpe de faca certeiro no peito da vítima.
A Farsa da Legítima Defesa
Em seu depoimento inicial, o suspeito confessou o golpe, mas tentou convencer os investigadores de que agiu para se defender de ameaças. Ele alegou ter corrido até a cozinha do bar para pegar uma faca e repelir uma suposta agressão. No entanto, a versão foi desmentida ponto a ponto pela investigação:
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Depoimento do Comerciante: O dono do bar negou categoricamente que o agressor tenha entrado no estabelecimento para buscar qualquer utensílio.
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Relato de Testemunhas: Pessoas que presenciaram a cena afirmaram que o homem se afastou do bar propositalmente para se armar e retornou minutos depois com o objetivo claro de atacar a vítima, que estava desarmada e vulnerável.
Qualificadoras do Crime
Para o delegado José Mario Carneiro, titular da DHPP, os elementos colhidos reforçam a tese de homicídio qualificado. A motivação fútil (os R$ 3) e o recurso que dificultou a defesa da vítima (o ataque inesperado após o retorno do agressor) são agravantes que podem elevar significativamente a pena em um eventual julgamento.
“A investigação demonstrou que não houve legítima defesa, mas sim uma ação deliberada de vingança por um valor irrisório”, destacou o delegado.
Prisão Preventiva
Diante da gravidade dos fatos e da periculosidade demonstrada pelo indivíduo, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado à Justiça do Amapá. O caso agora segue para o Ministério Público, que deve oferecer a denúncia formal.
A morte por um valor tão baixo reacende o debate sobre a violência banal e o consumo excessivo de álcool como catalisador de tragédias no ambiente familiar e de lazer em Macapá.