Agente é flagrado agredindo mãe que defendia filhos em abordagem
Uma ação da Guarda Civil Municipal (GCM) de Osasco, na Grande São Paulo, terminou em cenas de violência e revolta na tarde deste domingo (29/3). Imagens gravadas por moradores da Avenida Agostinho Navarro mostram o momento em que agentes da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) agridem uma mulher que tentava intervir na abordagem de seus filhos. Diante da gravidade das imagens, a prefeitura anunciou o afastamento imediato dos envolvidos.
O vídeo, que circulou rapidamente nas redes sociais, registra o exato momento em que um guarda segura a mulher pelo pescoço e a arremessa violentamente contra um corrimão de ferro em frente a um estabelecimento comercial. Enquanto a vítima tenta se reerguer, outros agentes aparecem apontando armas de fogo para afastar os populares que gritavam contra a agressão.
O Motivo do Conflito
Testemunhas relataram que a confusão começou quando os filhos da vítima foram parados pelos guardas. Ao ver a cena, a mãe se aproximou para questionar os motivos da abordagem e garantir a integridade dos jovens. Foi nesse instante que a situação escalou para a agressão física por parte dos agentes da Romu.
No áudio da gravação, é possível ouvir o desespero de vizinhos e transeuntes: "Olha o que ele está fazendo com a mulher!" e "Não precisa disso!" são alguns dos gritos registrados.
Reação da Prefeitura e Sindicância
Em nota enviada ao portal Metrópoles, a Prefeitura de Osasco informou que não compactua com abusos e tomou medidas administrativas:
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Afastamento: Os guardas envolvidos foram retirados das atividades operacionais (ruas) e remanejados para funções internas.
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Sindicância: Foi aberta uma investigação administrativa para apurar o caso com rigor.
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Posicionamento: A gestão municipal reforçou que as ações devem ser pautadas pelo respeito aos direitos humanos e à legalidade.
Silêncio nos Registros Policiais
Apesar do impacto das imagens e da intervenção da prefeitura, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que, até a última atualização, não havia registro da ocorrência em nenhuma delegacia da Polícia Civil. Isso indica que a vítima ou as testemunhas ainda não formalizaram a denúncia de lesão corporal ou abuso de autoridade perante a autoridade judiciária.
O caso segue sob investigação interna, e os nomes dos agentes não foram divulgados oficialmente pela corregedoria da GCM.