Mulher é presa por matar dono de restaurante e enterrar corpo no quintal de casa

março 24, 2026 - 19:30
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Mulher é presa por matar dono de restaurante e enterrar corpo no quintal de casa
Reprodução

A Polícia Civil da Bahia deu um passo decisivo nesta terça-feira (24) para encerrar um dos casos de latrocínio mais emblemáticos da última década em Salvador. Durante a "Operação Artemis", agentes localizaram e prenderam, na região das Mercês, uma mulher que estava foragida há anos, acusada de envolvimento na morte e ocultação do cadáver do empresário José Carlos Araújo da Silva.

José Carlos, que era proprietário de um restaurante no Jardim Santo Inácio, desapareceu em agosto de 2016. Seus restos mortais só foram localizados graças a uma denúncia que levou a polícia a um buraco de dois metros de profundidade no quintal de uma residência na localidade do Horto Florestal, região do Cabula.

O Rastro de Sangue e a Denúncia do Filho

Na época do crime, o filho da vítima, José Carlos Júnior, trouxe a público detalhes aterrorizantes sobre a cena do homicídio. Segundo ele, uma mulher identificada como Joseane, com quem seu pai mantinha um relacionamento amoroso, teria sido a peça-chave para a localização do corpo.

"Ela entregou a faca ainda suja de sangue e mostrou o local na casa onde meu pai foi morto. A cama e o teto de um dos quartos estavam sujos de sangue", relatou o filho ao jornal Correio na ocasião das buscas.

A Operação Artemis

A prisão realizada hoje faz parte de uma estratégia da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP) para capturar criminosos envolvidos em crimes graves contra a vida que burlaram o sistema prisional ou nunca chegaram a ser detidos. A mulher era procurada especificamente pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver.

Relembre o Caso

José Carlos era um homem trabalhador, pai de nove filhos, e muito conhecido em seu bairro. No dia em que desapareceu, ele utilizou um serviço de mototáxi para ir até o Horto Florestal, local onde acabou sendo vitimado. A descoberta de sua ossada, junto a uma camisa vermelha que ele usava, encerrou as buscas físicas, mas deu início a uma longa caçada jurídica pelos culpados.

A suspeita agora permanece à disposição da Justiça e deve ser encaminhada para o sistema prisional, onde responderá pelos atos cometidos há quase dez anos.